Candidata a Prefeita Leila Galvão e seu vice Fazem Campanha e Aliciam Jovens na Saída de Escola Pública

Nesta quinta feira dia 19, a candidata à prefeitura de Brasiléia, Leila Galvão e seu vice, foram flagrados realizando campanha eleitoral na saída das escolas públicas KJK e Graça Rocha, localizadas no bairro Raimundo Chaar. A ação gerou polêmica, uma vez que a candidata foi acusada de aliciar jovens estudantes, para fazer parte do seu projeto politico.

De acordo com testemunhas, Leila Galvão e e sua equipe de campanha abordaram diversos estudantes, muitos menores de idade, assim que saíam da escola. Além disso, houve denúncias de que a candidata teria prometido melhorias diretas para a comunidade escolar e para o bairro, caso fosse eleita, numa clara tentativa de angariar votos e apoio entre as famílias dos estudantes.

A prática de fazer campanha em escolas públicas é proibida pela legislação eleitoral brasileira, que veda o uso de espaços públicos para fins eleitorais e estabelece limites para a abordagem de menores de idade. Além disso, o aliciamento de jovens para atividades eleitorais sem o consentimento dos pais ou responsáveis pode configurar infração grave, uma vez que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que protege os direitos dos menores contra qualquer forma de exploração.

“As crianças e adolescentes não devem ser manipulados ou utilizados como ferramentas de campanha eleitoral. Isso fere a integridade do processo educativo e também o direito ao voto consciente das famílias”, afirmou uma mãe de aluno, ao ver o vídeo.

Legislação Eleitoral e Proteção aos Jovens

O Código Eleitoral brasileiro e a legislação vigente são claros ao proibir o uso de bens públicos para campanhas eleitorais, incluindo escolas, hospitais e prédios do governo. Além disso, a lei proíbe qualquer forma de aliciamento de menores de idade para atividades políticas, sendo necessário o consentimento dos responsáveis para a participação de jovens em eventos eleitorais.

Se comprovadas as denúncias, a candidata pode enfrentar sanções que variam desde multa até a inelegibilidade, dependendo da gravidade da infração.

Este incidente levanta questões sobre os limites éticos das campanhas eleitorais e o impacto das práticas abusivas sobre jovens e crianças, que são particularmente vulneráveis a esse tipo de manipulação.

Conclusão

O episódio envolvendo Leila Galvão reabre o debate sobre a necessidade de um maior controle nas ações de campanha, especialmente quando se trata de espaços que deveriam estar protegidos de influências externas, como as escolas. A participação consciente e informada no processo eleitoral é fundamental para o fortalecimento da democracia, e ações como essas colocam em risco a integridade do processo eleitoral.

As autoridades eleitorais e a sociedade civil estão atentas, e é esperado que o caso seja investigado e julgado de acordo com os preceitos legais.

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