Nos últimos dias, um blog amplamente conhecido por seu tom agressivo contra autoridades tem sido alvo de ataques e críticas. O motivo? A mudança repentina no direcionamento de suas publicações, que passaram a mirar uma determinada figura pública após a aparente falta de apoio financeiro para a página. O episódio levanta um debate necessário sobre a ética jornalística e a responsabilidade na disseminação de informações.
A Lei 12.527/2011 permite que jornalistas e blogueiros recebam recursos públicos por meio de contratos de publicidade institucional ou divulgação oficial. Essa prática, quando conduzida de forma transparente, é legítima e faz parte da relação entre o poder público e os veículos de comunicação. No entanto, o que se vê, em alguns casos, é o uso indevido desse mecanismo para pressionar autoridades ou atacar aqueles que não colaboram financeiramente com determinados portais.
O problema não está no recebimento de verbas públicas por veículos de imprensa, mas na postura adotada por alguns profissionais. Um jornalista que se vale da influência de seu blog para atacar ou difamar figuras públicas unicamente por não receber apoio financeiro coloca em xeque sua credibilidade. Isso não é jornalismo, é chantagem disfarçada de opinião.
Além disso, ao espalhar informações sem apuração rigorosa ou baseadas em interesses pessoais, o blogueiro corre o risco de propagar fake news ou criar mal-entendidos que prejudicam injustamente a reputação de terceiros. Tal comportamento fere os princípios básicos do jornalismo, que exige responsabilidade, imparcialidade e compromisso com a verdade.
Para o público, fica o alerta: nem toda informação publicada na internet tem credibilidade. É fundamental questionar a fonte e buscar dados concretos antes de compartilhar qualquer conteúdo. Quanto ao blogueiro, se deseja ser levado a sério, precisa entender que o verdadeiro jornalismo se faz com ética, e não com ataques motivados por interesses financeiros.