A cidade de Brasiléia vive dias de preocupação após registrar, em apenas 48 horas, três acidentes envolvendo motocicletas, todos relacionados às péssimas condições das vias. Os buracos nas principais avenidas – José Rui Lino e Manoel Marinho Montes – foram apontados como os grandes vilões, trazendo à tona a urgência de medidas corretivas para prevenir tragédias ainda maiores.
Na última terça-feira (21), dois adolescentes que fugiam da Polícia Militar perderam o controle da moto ao tentar ultrapassar uma caminhonete que desviava de um buraco na Avenida Marinho Montes. Ambos sofreram escoriações pelo corpo. Já na noite seguinte, um homem, ao tentar desviar dos buracos na Avenida Rui Lino, caiu e foi parar sob uma carreta. Apesar do susto, foi resgatado, atendido no hospital e liberado após observação médica.
O acidente mais grave aconteceu nesta quinta-feira (23) pela manhã. Um motorista de Renault, ao tentar evitar um buraco na Marinho Montes, invadiu a contramão, colidindo frontalmente com um Honda. O impacto gerou um efeito cascata: um casal em uma motocicleta que vinha logo atrás não conseguiu evitar a colisão e sofreu sérias consequências. O homem teve fratura exposta na perna direita, enquanto a passageira ficou com escoriações. Ambos foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados ao hospital.
Diante da gravidade dos fatos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por meio de uma empresa terceirizada, anunciou o início imediato de obras de recuperação das vias. O plano inclui tapa-buracos emergenciais e recapeamento das avenidas mais críticas.
A prefeitura de Brasiléia destacou que a iniciativa visa restaurar a segurança para motoristas e pedestres. A administração municipal também fez um apelo à população para redobrar os cuidados até que as obras sejam concluídas.
Com o início dos reparos, moradores esperam que episódios como os dos últimos dias se tornem coisa do passado, devolvendo à cidade a tranquilidade no trânsito e a proteção dos seus cidadãos.
FONTE: O ALTO ACRE