FONTE: AC 24 HORAS
Fotos: Whidy Melo
Na terça-feira (1º de abril), um aviso atribuído a uma organização criminosa começou a circular, informando sobre restrições na comunidade Cidade do Povo, em Rio Branco. A mensagem, que se apresenta como um “comunicado oficial”, determina a suspensão de serviços essenciais, como transporte de táxi lotação e entregas de gás e alimentação, nas quadras 19 e 20 da área.
Conforme o texto amplamente compartilhado nas redes sociais, a decisão estaria ligada a um conflito entre facções rivais. O comunicado expressa a intenção de combater grupos adversários e justifica as restrições como uma medida de “segurança”.
Entretanto, essa situação impacta diretamente os moradores da comunidade, incluindo famílias que não têm qualquer envolvimento com atividades criminosas. Um trabalhador do setor de transporte relatou que muitos residentes estão sendo forçados a ir a pé para suas casas. Além disso, diversos estabelecimentos já informaram que não permitirão a liberação de entregadores para serviços nas áreas afetadas.
Secretário de Segurança Rejeita Ameaças de Grupos Criminosos
Em entrevista ao ac24horas, o secretário de Segurança do Estado, coronel José Américo Gaia, afirmou que já está tomando as providências necessárias e se reuniu com militares do Segundo Batalhão, responsável pela segurança na região.
Gaia garantiu que as ameaças da organização criminosa não serão cumpridas e prometeu que as forças de segurança intensificarão ações de combate ao crime na Cidade do Povo. “Estou reunido no Segundo Batalhão. Recebi esse bilhete, mas isso não vai acontecer de forma alguma. A população pode ficar tranquila. Vamos tomar a Cidade do Povo. Desde a semana passada, já estamos realizando ações na localidade. Estava pacificado, chegamos a zerar os conflitos com iniciativas sociais, como o Juntos pelo Acre”, declarou.
O secretário enfatizou que a população da região pode se sentir segura e deixou claro que a segurança do Estado não aceitará esse tipo de prática criminosa. “Isso não vai acontecer, vamos ocupar aquele bairro. Não vamos aceitar isso. Desde a semana passada, temos realizado ações lá e não vamos parar. Já deu, estancou. Eles ainda não entenderam o recado”, concluiu.