BRASILÉIA ASSUME PROTAGONISMO E LIDERA EXPORTAÇÕES DO ACRE NO INÍCIO DE 2026

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO ACRE

O município de Brasiléia iniciou 2026 em destaque no cenário econômico estadual ao ocupar a primeira colocação no ranking de exportações do Acre. Os dados constam no mais recente Boletim de Comércio Exterior divulgado pela Secretaria de Planejamento do Acre (Seplan), que aponta um desempenho expressivo do estado no comércio internacional logo no primeiro mês do ano.

Em janeiro, as exportações acreanas somaram US$ 9,10 milhões, representando um crescimento de 11,7% em relação a dezembro. Ao mesmo tempo, as importações caíram 42%, o que garantiu um superávit comercial de US$ 8,69 milhões e reforçou a balança positiva do estado.

O bom resultado dá sequência a um ciclo histórico vivido em 2025, quando o Acre alcançou o maior volume de exportações já registrado: US$ 98,90 milhões, valor 13,3% superior ao do ano anterior. A base produtiva ancorada no agronegócio, no extrativismo e na ampliação de mercados internacionais tem sustentado saldos comerciais positivos de forma contínua.

Castanha e carne impulsionam Brasiléia

A composição da pauta exportadora em janeiro trouxe mudanças importantes. A carne bovina manteve a liderança, respondendo por 47,7% das vendas externas (US$ 4,34 milhões). Entretanto, a castanha-do-brasil teve forte recuperação com o início da safra e alcançou a segunda posição, com 32,3% de participação (US$ 2,94 milhões). A carne suína apareceu em seguida, com 7,7%.

Esse novo perfil produtivo favoreceu diretamente Brasiléia, que movimentou US$ 3,29 milhões no mês, impulsionada principalmente pelas exportações de castanha e carne suína. O município superou Senador Guiomard, tradicional polo da carne bovina, que ficou em segundo lugar, enquanto a capital Rio Branco ocupou a terceira posição.

Novos caminhos e mercados internacionais

No cenário internacional, o Peru consolidou-se como o principal destino dos produtos acreanos, absorvendo 39% das exportações de janeiro. Em seguida aparecem os Emirados Árabes Unidos, com 28,2%, evidenciando a forte presença da carne acreana no mercado asiático.

Essa dinâmica também se reflete na logística. O transporte rodoviário, especialmente pelo corredor de Assis Brasil, passou a responder por 43,9% do escoamento das mercadorias. Embora a via marítima, por meio do Porto de Santos, ainda concentre 56,1%, o acesso ao Pacífico ganha importância estratégica para o estado.

Desafios e perspectivas

Mesmo com resultados expressivos, desafios persistem. O chamado “custo Acre” segue impactando a competitividade, e a concessão da BR-364 pode elevar o valor do frete. Além disso, a integração com o Peru ainda exige avanços na modernização aduaneira para reduzir o tempo de despacho nas fronteiras.

Para manter o crescimento no longo prazo, investimentos em infraestrutura e na formação de mão de obra especializada são considerados essenciais. O Acre vive um momento de transição econômica, deixando para trás o isolamento histórico e se consolidando como um elo cada vez mais integrado aos fluxos globais, com produtos competitivos e mercados consolidados.

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