POR JOVEM PAN NEWS
Ministro acolheu pedido da defesa de lobista preso sob a justificativa de que o prazo para conclusão da investigação terminou em 23 de janeiro
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (24) que a Polícia Federal (PF) apresente, em até 30 dias, relatório final sobre a investigação de suposto esquema de vazamento de informações sigilosas e venda de decisões judiciais em gabinetes do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação foi noticiada primeiramente pelo Estadão e confirmada pela Jovem Pan News.
Na decisão, o ministro disse que autorizou “sucessivas prorrogações” para a conclusão do caso. Zanin ainda expôs que acolheu o pedido da defesa de Andreson de Oliveira Gonçalves de intimar a PF sob a justificativa de que o prazo para finalizar a investigação venceu em 23 de janeiro.
Operação Sisamnes
Em 26 de novembro de 2024, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Sisamnes para apurar um suposto esquema de venda de decisões judiciais que envolve advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinetes do STJ e magistrados. A corporação também investiga negociações relacionadas a vazamento de informações sigilosas, que incluem detalhes de ações policiais.
O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi detido na primeira fase da operação. Ele é suspeito de cooptar assessores do STJ e atuar como intermediário na compra de decisões do STJ e de outros tribunais.
Depois de três meses em prisão domiciliar, a detenção de Andreson foi convertida em preventiva, em novembro de 2025. À época, a PF deflagrou uma nova fase da investigação para apurar se os relatórios médicos para a concessão do benefício foram forjados.
A PF apresentou um relatório parcial do caso em outubro de 2025. No documento, a corporação expôs a venda de decisões em diversos gabinetes e citou a necessidade de aprofundar as investigações sobre a filha de um ministro do STJ. Logo depois, o delegado Marco Bontempo deixou a ação.
Após a entrega do relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou à PF o envio de informações complementares com esclarecimentos de lacunas encontradas pelo órgão. Esse documento ainda não foi entregue.

