Ataque em escola de Rio Branco deixa duas funcionárias mortas e expõe falhas na segurança

FONTE E FOTOS: JORNAL AC 24 HORAS

Adolescente de 13 anos utilizou arma do padrasto para realizar disparos dentro do Instituto São José; quatro pessoas ficaram feridas

Um ataque a tiros registrado na tarde desta terça-feira (5) dentro do Instituto São José, em Rio Branco, resultou na morte de duas funcionárias da unidade de ensino e deixou outras quatro pessoas feridas, entre elas uma criança. O caso provocou pânico entre alunos, professores e familiares, reacendendo o debate sobre segurança nas escolas.

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir e Raquel, supervisoras de corredor da instituição. Segundo informações da Polícia Militar, ambas tentaram conter o atirador ao perceberem os disparos e acabaram sendo atingidas por vários tiros. Elas morreram ainda no local.

De acordo com as investigações iniciais, o autor do ataque é um adolescente de 13 anos, aluno da própria escola. Ele teria levado uma pistola calibre .380, pertencente ao padrasto — um advogado —, sem autorização. A suspeita é de que o jovem pretendia invadir uma sala de aula para atingir outros estudantes.

Durante a ação, uma aluna de 11 anos foi baleada na coxa esquerda, enquanto uma funcionária de 45 anos sofreu um ferimento no pé. Outras duas pessoas também ficaram feridas, mas o estado de saúde delas não havia sido atualizado até o fechamento desta matéria. Todas as vítimas foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e encaminhadas ao pronto-socorro da capital.

Após os disparos, o adolescente se entregou e foi apreendido pela polícia. O padrasto foi detido para prestar esclarecimentos sobre a posse e o acesso à arma. A pistola utilizada no crime foi apreendida pelas autoridades.

O prédio da escola foi evacuado e isolado para o trabalho da perícia criminal. Equipes da Polícia Civil iniciaram a investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque e apurar se houve participação ou negligência de terceiros.

Em meio ao clima de medo e comoção, alunos se reuniram na quadra da escola para um momento de oração coletiva. Familiares e funcionários também permaneceram nas proximidades, muitos em estado de choque.

Durante transmissão ao vivo, um policial identificado como Jesse Lemos, pai de uma aluna da instituição, fez um desabafo emocionado. Ele afirmou que a filha sobreviveu ao ataque, mas criticou a falta de ações preventivas. “Ela só está viva porque Deus salvou”, disse. O pai também cobrou políticas públicas mais eficazes para evitar tragédias semelhantes e questionou a segurança nas escolas.

As motivações do crime ainda são desconhecidas e seguem sob investigação. A Polícia Civil deve ouvir testemunhas e familiares do adolescente nos próximos dias. O caso gerou grande repercussão e levantou questionamentos sobre o acesso de menores a armas de fogo e a necessidade de medidas mais rigorosas de proteção no ambiente escolar.

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