A Prefeitura de Brasiléia realizou, na manhã desta terça-feira (21), uma vistoria técnica em uma propriedade rural localizada na Colônia Novo Horizonte, a cerca de 77 quilômetros da área urbana do município. O local, situado no ramal do km 59 +18 de estrada de barro, apresenta um cenário preocupante marcado por extensas rachaduras no solo, que já atingem grande parte da área.
A ação foi determinada pelo prefeito Carlinhos do Pelado e contou com a atuação conjunta da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Obras. A equipe teve como objetivo realizar um levantamento detalhado da situação, reunindo informações técnicas, registros fotográficos e dados que possam ajudar na compreensão do fenômeno.
A comitiva foi liderada pelo coordenador da Defesa Civil, Sargento Lima, e contou ainda com a presença do coordenador de ramais, Dhiony Lima, além do vereador Beto Dantas, que acompanhou a vistoria representando a Câmara Municipal. Durante a visita, foi constatada a existência de aproximadamente 500 metros de fissuras, identificadas desde janeiro deste ano.
De acordo com os levantamentos iniciais, as rachaduras já atingem cerca de 70% da propriedade do agricultor Sebastião Domingos, que reside no local com sua família. O problema também afeta trechos do próprio ramal de acesso, o que amplia as preocupações em relação à segurança de moradores, produtores rurais e estudantes que utilizam a via diariamente.
Moradores relatam apreensão diante da evolução do fenômeno, que ainda não teve suas causas completamente identificadas. A possibilidade de agravamento da situação levanta alertas quanto a riscos estruturais e à mobilidade na região.
A Prefeitura informou que seguirá monitorando a área de forma contínua e não descarta a adoção de medidas emergenciais caso seja identificado risco iminente. Técnicos devem permanecer acompanhando o caso nos próximos dias, com o objetivo de identificar as causas das fissuras e apontar soluções que garantam a segurança da população e a preservação da infraestrutura local.
A situação reforça a necessidade de atenção permanente às áreas rurais, especialmente em regiões sujeitas a alterações no solo, e evidencia o papel da gestão pública na resposta rápida a ocorrências que impactam diretamente a vida das comunidades.













