A proximidade das eleições de 2026 traz novamente uma discussão importante para os moradores de Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil: a necessidade de fortalecer candidatos que conheçam a realidade do Alto Acre e possuam compromisso verdadeiro com o desenvolvimento da região.
Durante muitos anos, uma parcela expressiva dos votos dos municípios do Alto Acre foi destinada a candidatos de outras regiões. Muitos aparecem somente durante o período eleitoral, conquistam apoio da população e, depois de eleitos, mantêm pouca presença nas cidades onde receberam os votos.
Enquanto isso, regiões que conseguem eleger seus próprios representantes ampliam sua influência política e conquistam melhores condições para reivindicar obras, investimentos e políticas públicas. A representação política tem relação direta com a capacidade de uma região ser ouvida nos espaços onde são tomadas as principais decisões.
O Alto Acre possui população, importância econômica e quantidade de eleitores suficientes para buscar uma representação mais forte. Se houver união e consciência regional, os quatro municípios poderão trabalhar para eleger até quatro deputados estaduais e, também, um deputado federal comprometido prioritariamente com as necessidades da região.
Isso não significa escolher ou impor determinado candidato. Cada eleitor possui liberdade para votar de acordo com suas convicções políticas. A reflexão necessária é sobre a origem, a atuação e o compromisso daqueles que recebem os votos da população.
Um representante do Alto Acre conhece de perto os problemas enfrentados pelos moradores. Sabe das dificuldades das estradas e dos ramais, das necessidades da saúde pública, da educação, da segurança, da produção rural, do comércio de fronteira e da geração de emprego. Além disso, permanece mais próximo da população e pode ser cobrado com maior facilidade.
Quando uma região não valoriza suas próprias lideranças, acaba fortalecendo representantes que possuem suas bases eleitorais em outros municípios. Naturalmente, quando chegam ao poder, esses políticos direcionam maior atenção para os lugares onde mantêm seus principais compromissos.
Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil precisam compreender que não são adversárias nessa disputa. Os quatro municípios formam uma única região e enfrentam problemas semelhantes. A união política poderá aumentar a força do Alto Acre na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Mais do que votar por amizade, promessa ou influência momentânea, é necessário analisar quem realmente permanecerá ao lado da população depois das eleições. O voto representa poder, e quando é utilizado com consciência regional pode transformar-se em recursos, obras, investimentos e desenvolvimento.
Nas eleições de 2026, o Alto Acre terá mais uma oportunidade de decidir se continuará entregando sua força eleitoral para candidatos de fora ou se começará a construir uma representação política verdadeiramente regional.
Valorizar candidatos da nossa terra não é fechar as portas para ninguém. É compreender que, para conquistar mais espaço, respeito e desenvolvimento, o Alto Acre precisa acreditar primeiro em sua própria força.

