FONTE: JORNAL O ALTO ACRE
O potencial geoestratégico da região do Alto Acre, situado na faixa de fronteira com o Peru e a Bolívia, ganha destaque central nas propostas voltadas ao desenvolvimento econômico local. O plano articulado pelo senador e candidato aponta a necessidade de transformar a posição geográfica privilegiada em oportunidades concretas de emprego, renda e fomento produtivo para os empreendedores e produtores acreanos.
Foco na Comercialização e Apoio ao Produtor
O eixo principal da estratégia consiste em conectar a produção local a novos centros consumidores, superando as barreiras de escoamento. Para isso, o planejamento prevê incentivos diretos à participação de empresas e produtores em feiras e rodadas de negócios, ampliando a divulgação dos produtos do estado tanto no cenário nacional quanto internacional.
“Produzir mais precisa vir acompanhado da capacidade de vender melhor. Quando abrimos mercados, o produtor encontra mais compradores, as empresas podem crescer e novas atividades surgem em torno dessa movimentação econômica”, pontua Alan.
Infraestrutura e Integração Fronteiriça
Para otimizar o fluxo de cargas, mercadorias e pessoas, o projeto estabelece intervenções estruturais significativas nos municípios fronteiriços:
- Centro Integrado em Assis Brasil: Proposta de implantação de uma estrutura unificada para concentrar serviços de atendimento, controle e fiscalização aduaneira.
- Comércio com a Bolívia: Fortalecimento das parcerias comerciais mantidas por Brasiléia e Epitaciolândia com o país vizinho, criando facilidades para os empreendedores locais.
- Logística e Rodovias: Articulação com o Governo Federal para a consolidação definitiva da Rota do Pacífico e melhorias contínuas na BR-317, principal eixo rodoviário de ligação terrestre do estado com os países andinos.
Histórico de Atuação Parlamentar
As novas diretrizes somam-se a ações já desempenhadas pelo parlamentar no Senado Federal, onde destinou recursos para a reestruturação do posto de controle da Polícia Federal em Assis Brasil, além de defender a realização de concursos públicos para o fortalecimento do quadro de técnicos aduaneiros na Amazônia.
O plano também reforça cobranças antigas por melhorias viárias estruturantes, como a conclusão das obras do anel viário de Brasiléia e Epitaciolândia e a construção de uma nova ponte para desafogar a travessia urbana entre os municípios vizinhos, atualmente restrita a uma via única.

