Por Redação Climatempo
Atualizado em 21 de setembro de 2026
O planeta se prepara para enfrentar um dos eventos climáticos mais intensos das últimas décadas. De acordo com a atualização mais recente divulgada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o El Niño em desenvolvimento continua ganhando força acelerada e tem 75% de probabilidade de atingir uma intensidade superior à de qualquer outro evento registrado desde o início da série histórica, em 1950.
Os prognósticos científicos indicam ainda uma probabilidade superior a 90% de ocorrência de um El Niño de proporções muito fortes ao longo da primavera de 2026 e do verão de 2026/2027.
Aquecimento recorde no Pacífico Equatorial
O motor principal dessa projeção alarmante é o comportamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. O monitoramento oceânico revelou que o aquecimento superficial já se intensificou de forma expressiva, registrando anomalias de temperatura superiores a 3 °C em setores específicos da bacia oceânica.
Esse patamar de anomalidade térmica serve como principal indicador para os meteorologistas de que o fenômeno não apenas se consolidou, mas operará em uma escala raramente vista.
Impactos esperados no clima
A consolidação de um El Niño de força extrema traz alertas imediatos para os regimes de chuvas e temperaturas em diversas regiões do globo. Entre os principais reflexos previstos pelos especialistas estão:
- Calor extremo: Ondas de calor mais longas e intensas durante os meses de pico do fenômeno.
- Alterações pluviométricas: Desequilíbrios significativos na distribuição de chuvas, acendendo o sinal amarelo para riscos de estiagem prolongada em áreas vulneráveis, bem como tempestades severas em outras zonas afetadas pelo padrão de circulação atmosférica.
Próximos passos e monitoramento
O período de maior intensidade do El Niño é esperado entre outubro e dezembro de 2026, momento em que os impactos climáticos tendem a se tornar mais evidentes e profundos.
Apesar da robustez dos modelos atuais, os meteorologistas ressaltam que as previsões continuam em regime de atualização constante, à medida que novos dados oceanográficos e atmosféricos são incorporados aos supercomputadores de simulação climática. Autoridades de defesa civil e setores agrícolas de países afetados já começam a articular planos de contingência para mitigar os possíveis danos associados ao fenômeno.

