FONTE: JORNAL O ALTO ACRE
Um dos maiores movimentos logísticos já realizados por uma construtora na Amazônia está em curso no Acre. Uma usina de asfalto com capacidade para produzir 200 toneladas por dia, 20 caminhões, tratores multifuncionais, caminhonetes, tanques de asfalto e diversos outros equipamentos estão sendo deslocados pela empresa Castilho rumo ao Km 60 da BR-317, a Rodovia do Pacífico, no trecho entre Brasiléia e Assis Brasil.
A mobilização impressiona não apenas pelo volume, mas pela importância da obra que está sendo realizada em uma das vias mais estratégicas da região, responsável por ligar o Brasil ao Peru. No local, a empresa realiza a troca total do solo e a recuperação de trechos comprometidos pelo rigoroso inverno amazônico.
“O povo do Acre sabe que pode contar com o Governo Federal”, afirmou Ricardo Araújo, superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre. Segundo ele, o deslocamento do comboio por Epitaciolândia e Brasiléia simboliza o comprometimento com a infraestrutura da região e com a superação dos danos provocados pelas fortes chuvas.
Embora a atenção esteja voltada para o trecho entre Brasiléia e Assis Brasil — um total de 111 quilômetros — a operação da Castilho começou ainda no início do ano. A empresa já atua na restauração de outros pontos da BR-317, entre Epitaciolândia e Capixaba, utilizando a tecnologia de Macadame Hidráulico, que combina pedras e asfalto para criar uma pavimentação de alta durabilidade e excelente custo-benefício.
Com uma estrutura moderna e reconhecida como uma das maiores construtoras da Amazônia, a Castilho deve empregar cerca de 150 trabalhadores nas obras entre Brasiléia e Assis Brasil.
Além das intervenções na zona rural, o DNIT também tem executado melhorias no perímetro urbano de Brasiléia e Epitaciolândia. Araújo ressalta que essas ações demonstram a atenção do Governo Federal e o compromisso da equipe técnica. “Nossa engenharia é forte, competente e solidária, o que nos garante a força de superar as consequências do maior período de chuvas que o Acre já passou”, destacou.
As obras prometem não apenas melhorar a mobilidade e a segurança na rodovia, mas também fortalecer a integração entre o Brasil e países vizinhos, gerando desenvolvimento para toda a região.

