Toffoli se declara suspeito para relatar pedido de instalação da CPI do Banco Master

Por Redação TMC

Toffoli se declara suspeito para relatar pedido de instalação da CPI do Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli se declarou, nesta quarta-feira (11/03) suspeito de para relatar um pedido para instalar a CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados.

Ele se afastou da relatoria de um mandado de segurança apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que cobra a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O ministro alegou motivo de foro íntimo para justificar o afastamento.

Toffoli havia sido sorteado para relatar o caso. O processo questiona a demora do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em instalar a comissão parlamentar destinada a apurar irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.

“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, registrou o ministro no despacho.

Afastamento ocorre um mês após saída de outro caso

A declaração de suspeição aconteceu no mesmo dia do sorteio que designou Toffoli como relator. O sorteio ocorreu aproximadamente 30 dias depois de o ministro ter deixado a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master.

No mês anterior, Toffoli se afastou da relatoria do caso após a divulgação de informações sobre participação societária em uma empresa. A empresa teria comercializado parte de um resort no interior do Paraná para fundos vinculados a Daniel Vorcaro. 

O ministro André Mendonça assumiu a relatoria das investigações.

Deputado cobra providências da presidência da Câmara

Rollemberg protocolou o requerimento de CPI há mais de 30 dias. O deputado afirma no documento apresentado ao STF que o presidente da Câmara tem postergado a instalação da comissão.

“Até a presente data, passados mais de 30 (trinta) dias do protocolo do requerimento de CPI e da apresentação da Questão de Ordem, não houve qualquer andamento ou adoção de medida por parte da Presidência da Câmara dos Deputados no sentido de providenciar a instalação da CPI”.

O parlamentar argumenta que a comissão deve investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). Ele sustenta que os fatos investigados possuem gravidade e necessitam de esclarecimento.

“O presidente da Câmara, ora Impetrado, está a impedir que o parlamento desempenhe um de seus mais relevantes misteres, que é o de investigar e fiscalizar a atuação de entes públicos e privados, especialmente em casos de grave suspeita de fraudes financeiras com impacto sistêmico”.

Próximos passos

O processo será encaminhado à presidência do Supremo Tribunal Federal. Um novo ministro deverá ser sorteado para assumir a relatoria do pedido sobre a instalação da CPI do Master.

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