Nicolau Júnior liderou a votação com mais de 18 mil votos; PP terá a maior bancada da Assembleia Legislativa do Acre a partir de 2027
A eleição deste domingo, 4 de outubro, definiu os 24 deputados estaduais que representarão a população acreana na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) durante a próxima legislatura. O resultado das urnas combina continuidade e renovação: parlamentares experientes conseguiram renovar seus mandatos, enquanto oito nomes que não fazem parte da atual composição conquistaram espaço no Legislativo estadual.
Com 100% das urnas apuradas, Nicolau Júnior (PP) terminou como o deputado estadual mais votado do Acre, conquistando 18.149 votos, equivalentes a 3,84% dos votos válidos. Na segunda posição ficou Fagner Calegario (União Brasil), com 13.640 votos, seguido por Clodoaldo Rodrigues (PP), com 13.575 votos.
A quarta maior votação foi de André da Droga Vale (PP), que recebeu 13.173 votos. Marcus Alexandre (MDB) aparece em seguida, com 12.872, enquanto Manoel Moraes (PP) alcançou 12.837 votos.
16 deputados conseguem a reeleição
Apesar da chegada de novos nomes, a próxima legislatura da Aleac manterá a maior parte de sua atual composição. Dos 24 deputados eleitos, 16 já ocupam cadeiras na Assembleia e conseguiram renovar seus mandatos.
Foram reeleitos Nicolau Júnior, Fagner Calegario, Clodoaldo Rodrigues, André da Droga Vale, Manoel Moraes, Tanizio Sá, Adailton Cruz, Eduardo Ribeiro, Arlenilson Cunha, Tchê, Tio Pablo Bregense, Gene Diniz, Afonso Fernandes, Emerson Jarude, Edvaldo Magalhães e Tadeu Hassem.
Com isso, 66,7% das cadeiras permanecerão com parlamentares da atual legislatura, enquanto a renovação será de aproximadamente 33,3%, equivalente a oito das 24 vagas.
Oito nomes passam a integrar a nova composição
As outras oito cadeiras foram conquistadas por políticos que não fazem parte da atual legislatura: Marcus Alexandre (MDB), Chiquinho do Duda (PL), Samir Bestene (PP), Raimundo Neném (PL), Gláucio Pedrosa (PL), Jailson Amorim (PSD), Antônio Pedro (PSD) e Leôncio Castro (PSDB).
A nova composição, portanto, reúne diferentes trajetórias políticas e mantém uma forte presença de parlamentares que já atuam na Casa, ao mesmo tempo em que abre espaço para novos integrantes a partir de 2027.
PP conquista maior bancada da Aleac
Na distribuição das cadeiras entre os partidos, o Progressistas (PP) obteve o melhor desempenho e elegeu cinco deputados estaduais: Nicolau Júnior, Clodoaldo Rodrigues, André da Droga Vale, Manoel Moraes e Samir Bestene.
União Brasil e PL conquistaram quatro cadeiras cada. O Republicanos elegeu três representantes. MDB e PSD ficaram com duas vagas cada. PDT, Novo, PCdoB e PSDB conquistaram uma cadeira cada.
A composição partidária demonstra que nenhuma legenda terá, isoladamente, maioria na Assembleia, o que deverá exigir articulação entre diferentes bancadas para a formação dos principais blocos políticos e para as votações de interesse do governo e da oposição.
Confira os 24 deputados estaduais eleitos
A nova composição da Assembleia Legislativa do Acre, considerando a votação nominal divulgada após a totalização, ficou assim:
- Nicolau Júnior (PP) – 18.149 votos
- Fagner Calegario (União Brasil) – 13.640 votos
- Clodoaldo Rodrigues (PP) – 13.575 votos
- André da Droga Vale (PP) – 13.173 votos
- Marcus Alexandre (MDB) – 12.872 votos
- Manoel Moraes (PP) – 12.837 votos
- Tanizio Sá (MDB) – 12.023 votos
- Chiquinho do Duda (PL) – 11.514 votos
- Adailton Cruz (União Brasil) – 11.476 votos
- Samir Bestene (PP) – 11.335 votos
- Eduardo Ribeiro (Republicanos) – 11.282 votos
- Arlenilson Cunha (PL) – 10.144 votos
- Tchê (PDT) – 10.003 votos
- Tio Pablo Bregense (União Brasil) – 9.981 votos
- Gene Diniz (Republicanos) – 9.835 votos
- Afonso Fernandes (União Brasil) – 9.593 votos
- Emerson Jarude (Novo) – 9.434 votos
- Edvaldo Magalhães (PCdoB) – 9.273 votos
- Tadeu Hassem (Republicanos) – 8.598 votos
- Raimundo Neném (PL) – 8.069 votos
- Gláucio Pedrosa (PL) – 8.029 votos
- Jailson Amorim (PSD) – 5.158 votos
- Antônio Pedro (PSD) – 5.118 votos
- Leôncio Castro (PSDB) – 4.933 votos.
Sistema proporcional define distribuição das vagas
A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional, diferentemente das eleições majoritárias. Nesse modelo, não basta simplesmente estar entre os 24 candidatos individualmente mais votados para garantir uma cadeira.
Primeiro é considerada a quantidade de votos obtida pelo partido ou federação — incluindo votos nominais e de legenda — para determinar quantas cadeiras cada agrupamento terá direito. Depois, as vagas são destinadas aos candidatos mais votados dentro das respectivas legendas, observadas as regras previstas na legislação eleitoral.
O mecanismo explica por que, em determinadas eleições, candidatos com votação individual maior podem ficar de fora enquanto concorrentes com menos votos conseguem ser eleitos em razão do desempenho de seus partidos ou federações.
Abstenção passa de 20% no Acre
Outro número que chamou atenção nas eleições acreanas foi a ausência de parte significativa do eleitorado. A abstenção chegou a 20,44%. Na eleição para deputado estadual, os votos em branco corresponderam a 1,85% e os votos nulos a 1,18%.
Os 24 parlamentares eleitos terão mandato de quatro anos e serão responsáveis por discutir e aprovar leis estaduais, analisar o orçamento público, fiscalizar os atos do Poder Executivo e participar das principais decisões políticas que afetam a população acreana.
Com a permanência de 16 atuais deputados e a entrada de oito nomes que não integram a atual legislatura, a Assembleia Legislativa do Acre chegará a 2027 com renovação de um terço de suas cadeiras, mantendo, ao mesmo t

