Enem 2025: Escolas Particulares de Rio Branco Dominam Ranking no Acre

O Ministério da Educação (MEC) tornou públicos os resultados das escolas acreanas no Enem 2025, revelando um cenário em que poucas instituições conseguiram ultrapassar a marca de 600 pontos na média geral — que engloba as provas objetivas e a redação. Os dados, repercutidos pelo jornal O Globo, escancaram a liderança absoluta das unidades privadas da capital.

Domínio das Particulares

O topo do ranking estadual é ocupado integralmente por escolas privadas de Rio Branco. O Colégio Lato Sensu lidera com 679,21 pontos, seguido de perto pelo Colégio Sigma (676,64), pelo Centro Educacional e Cultural Meta (655,44) e pela Escola Plácido de Castro (Anglo Acre), que somou 635,97 pontos.

Ao analisar o desempenho geral, a disparidade é clara: das 15 instituições com as maiores notas, dez fazem parte da rede privada, enquanto apenas cinco são públicas ou federais.

Destaques da Rede Pública e Federal

Apesar da hegemonia das particulares, algumas instituições públicas e federais se sobressaíram na classificação:

  • Ifac (Campus Rio Branco): 575,58 pontos
  • Colégio de Aplicação (Ufac): 575,13 pontos
  • Colégio Militar Tiradentes: 562,74 pontos
Descentralização e Desigualdade

O levantamento aponta uma forte concentração do ensino de ponta em Rio Branco. Das 13 escolas elencadas no topo, 12 estão na capital. A presença do interior é escassa, representada apenas por instituições como o Instituto Santa Teresinha (Cruzeiro do Sul) e o Ifac (Sena Madureira).

Além disso, a desigualdade interna chama a atenção: o abismo entre a primeira colocada, o Colégio Lato Sensu, e a última listada, a Escola Humberto Soares da Costa (544,89 pontos), chega a 134,32 pontos.

O Desafio Nacional

O desempenho acreano também expõe um gargalo competitivo em escala nacional. A maior nota do Acre (679,21) está significativamente atrás do melhor resultado do país, alcançado pelo Colégio Ari de Sá Cavalcante, no Ceará, que atingiu expressivos 801,30 pontos — uma diferença de mais de 120 pontos que evidencia os desafios que a educação do estado ainda precisa superar para se equiparar aos patamares de excelência do Brasil.

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