Jovem procurada pela família após desaparecer em Rio Branco é presa com mais de 8 kg de drogas em Rondônia

Roseli Leandro Muniz, de 24 anos, havia deixado hotel na capital acreana e ficou sem contato com familiares; jovem foi localizada após ter sido presa pela PRF durante fiscalização em ônibus em Vilhena

O caso envolvendo o desaparecimento de uma jovem de 24 anos que mobilizou familiares e amigos no Acre e no Amazonas teve um desfecho inesperado. Roseli Leandro Muniz, que estava sendo procurada desde que deixou um hotel em Rio Branco, foi localizada presa em Vilhena, no sul de Rondônia, após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Natural de Pauini, no interior do Amazonas, Roseli havia viajado para Rio Branco para tratar de assuntos pessoais. De acordo com informações repassadas inicialmente pela família, ela deixou o hotel onde estava hospedada, na região central da capital acreana, na noite de 16 de setembro. A partir daquele momento, os familiares não conseguiram mais manter contato com a jovem.

A falta de notícias provocou preocupação entre parentes e amigos. Roseli é mãe de dois filhos e, segundo pessoas próximas, não tinha o costume de permanecer vários dias sem informar à família onde estava. Diante da situação, familiares passaram a divulgar fotografias da jovem nas redes sociais e fizeram apelos em busca de informações sobre seu paradeiro.

Enquanto a família tentava localizá-la, porém, Roseli já estava sob custódia das autoridades em Rondônia.

Prisão ocorreu no dia seguinte ao desaparecimento

Conforme informações divulgadas sobre a ocorrência, Roseli foi presa no dia 17 de setembro, apenas um dia depois de ter deixado o hotel em Rio Branco.

A prisão aconteceu durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal em um ônibus que passava por Vilhena, município localizado no sul de Rondônia. Durante a abordagem, os agentes realizaram procedimentos de fiscalização dos passageiros e das bagagens.

Segundo as informações do caso, os policiais teriam percebido nervosismo por parte da jovem durante a abordagem. Na fiscalização das bagagens atribuídas a ela, foram encontrados diversos tabletes de substância entorpecente.

Informações publicadas por veículos de Rondônia apontam que a apreensão chegou a aproximadamente 8,24 quilos de skunk, uma variedade de cannabis com alta concentração de princípios ativos.

Diante do material encontrado, Roseli recebeu voz de prisão em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e foi encaminhada às autoridades policiais de Vilhena para os procedimentos cabíveis.

Família continuava procurando pela jovem

Sem saber da prisão ocorrida em Rondônia, familiares continuaram procurando Roseli nos dias seguintes. O desaparecimento ganhou repercussão nas redes sociais e também passou a ser divulgado por veículos de comunicação.

Uma amiga da jovem chegou a relatar a preocupação da mãe de Roseli diante da ausência prolongada de notícias. Pessoas próximas destacaram ainda que a jovem tem dois filhos e que o período sem qualquer contato era considerado incomum pela família.

A situação começou a ser esclarecida depois que o desaparecimento chegou ao conhecimento das autoridades policiais no Acre.

Após levantamentos realizados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Rio Branco, foi confirmado nesta quinta-feira (24) que Roseli estava presa no estado de Rondônia.

Com a localização confirmada, os familiares foram comunicados de que a jovem estava viva e permanecia sob custódia das autoridades.

Caso ainda deverá ser esclarecido

As informações disponíveis até o momento não esclarecem a origem do entorpecente apreendido nem quem seria o eventual destinatário da droga. Também não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias que levaram Roseli a deixar Rio Branco e seguir viagem para Rondônia.

O caso deverá continuar sob responsabilidade das autoridades competentes, que poderão apurar as circunstâncias relacionadas ao transporte da droga.

Roseli foi presa em flagrante sob suspeita de tráfico de drogas. Eventuais responsabilidades criminais deverão ser definidas no decorrer do processo judicial, respeitando-se o princípio da presunção de inocência.

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