Fisiculturista acreano não conseguiu defender o título da Classic Physique em Las Vegas, reconheceu que o resultado ficou abaixo do esperado e já projeta retorno ao palco em 2027
O fisiculturista acreano Ramon Dino Queiroz se pronunciou após encerrar sua participação no Mr. Olympia 2026 na terceira colocação da categoria Classic Physique. Defendendo o título conquistado no ano passado, o brasileiro chegou a Las Vegas, nos Estados Unidos, buscando o bicampeonato, mas desta vez terminou fora do lugar mais alto do pódio.
A disputa da Classic Physique ocorreu na sexta-feira, 25 de setembro. O britânico Niall Darwen conquistou o título, enquanto o alemão Mike Sommerfeld terminou na segunda posição. Ramon ficou com o bronze, mantendo, apesar da perda do título, sua sequência entre os principais atletas da categoria no maior evento do fisiculturismo mundial.
Nesta segunda-feira (28), Ramon voltou às redes sociais para refletir sobre o resultado. O acreano reconheceu que o terceiro lugar não era aquilo que buscava em Las Vegas, mas ressaltou que assume a responsabilidade pelo desempenho e pretende transformar o resultado em motivação para a continuidade do trabalho.
“A vida não é uma linha reta”, escreveu o atleta ao falar sobre os altos e baixos enfrentados ao longo de uma carreira no esporte de alto rendimento. Ramon também afirmou que continuará trabalhando, fazendo as correções necessárias e buscando uma versão melhor para a próxima temporada.
Apresentação teve dificuldades
A disputa começou de maneira promissora para Ramon Dino. Durante o pré-julgamento, o acreano apareceu inicialmente em posição de destaque nas comparações. No decorrer das apresentações, porém, falhas na execução de algumas poses fizeram com que ele perdesse espaço para Darwen e Sommerfeld.
Na final, o britânico e o alemão passaram a ocupar as principais posições nas comparações feitas pelos árbitros, enquanto Ramon permaneceu mais afastado do centro do palco. Ao término da disputa, Darwen recebeu o ouro, Sommerfeld ficou com a prata e Dino levou o bronze.
Integrantes da própria equipe do acreano reconheceram posteriormente que a apresentação não ocorreu da maneira planejada. André Pierin, conhecido como “Pajé” e responsável pelo trabalho de poses do atleta, afirmou que a equipe não conseguiu apresentar o mesmo nível alcançado no ano anterior. O treinador Fabrício Pacholok também lamentou o resultado, mas destacou que o caminho agora é retomar o trabalho e preparar os próximos desafios.
Ramon mantém trajetória entre a elite mundial
Apesar do terceiro lugar em 2026, Ramon Dino permanece com uma das trajetórias mais consistentes da história recente da Classic Physique. Esta foi a sexta participação consecutiva do brasileiro no Mr. Olympia terminando entre os cinco primeiros colocados da categoria.
O acreano foi vice-campeão em 2022 e 2023, nas duas ocasiões atrás do canadense Chris Bumstead, o CBum. Em 2024, terminou na quarta posição. A consagração aconteceu em 2025, quando conquistou pela primeira vez o título da Classic Physique do Mr. Olympia. Neste ano, portanto, Dino chegou a Las Vegas como campeão vigente e em busca do segundo troféu consecutivo.
O novo campeão, Niall Darwen, também vinha apresentando crescimento na categoria. O britânico havia terminado o Olympia de 2025 na quinta colocação e chegou à edição deste ano depois de conquistar títulos importantes, incluindo o New York Pro e o Pittsburgh Pro.
“A história continua”
No pronunciamento após a competição, Ramon agradeceu à família, equipe, patrocinadores e torcedores que acompanham sua carreira. Embora tenha reconhecido a frustração com o resultado, deixou claro que não pretende diminuir o ritmo de preparação.
O fisiculturista afirmou que pretende corrigir os pontos necessários e continuar trabalhando, lembrando que o processo de evolução continuaria mesmo se tivesse conquistado o título. A expectativa do acreano é retornar ao Mr. Olympia em 2027 apresentando uma nova versão de seu físico.
Antes de retomar completamente a preparação para os próximos desafios, Dino também indicou que pretende voltar para casa, reencontrar os filhos e passar um período com a família.
Mesmo sem repetir a conquista de 2025, o terceiro lugar mantém Ramon Dino entre os principais nomes da Classic Physique mundial e abre um novo capítulo na trajetória do atleta acreano, agora novamente na condição de desafiante ao título do maior campeonato de fisiculturismo do planeta.

