O Partido Liberal (PL) definiu sua estratégia para a sucessão na Mesa Diretora do Senado Federal e decidiu romper as tratativas de apoio à candidatura de Davi Alcolumbre (União-AP). A legenda optou por lançar candidatura própria para comandar a Casa Alta no biênio 2027-2028, indicando o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, para a disputa do cargo máximo do Poder Legislativo.
A articulação em torno do nome de Marinho conta com o apadrinhamento direto e a chancela do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vem liderando as negociações internas para unir a bancada de oposição.
Bancada Fortalecida e Estratégia de Oposição
A decisão de fechar questão por uma candidatura autônoma é sustentada pelo peso numérico que a legenda projeta para o início do próximo mandato. Com a expectativa de contar com uma bancada composta por 28 senadores a partir da próxima legislatura, o PL se consolida como a maior força partidária no Senado, o que confere musculatura para pleitear o comando dos trabalhos legislativos e a pauta do Plenário.
O movimento visa não apenas marcar posição contra a composição governista e de centro, mas também garantir controle sobre comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e ampliar a capacidade de veto e proposição de projetos de interesse da ala conservadora.
Bastidores e Movimentações Paralelas
Enquanto o PL formaliza a pré-candidatura de Rogério Marinho, Davi Alcolumbre mantém intensas negociações nos bastidores para tentar assegurar a governabilidade de sua postulação e cooptar setores divergentes.
Fontes parlamentares indicam que interlocutores de Alcolumbre têm avaliado construções e acenos políticos para atrair votos individuais da oposição, incluindo discussões que envolvem a condução de pautas sensíveis ao ecossistema bolsonarista no Congresso. A disputa promete acirrar a divisão de forças na Casa de Leis e redesenhar o mapa de alianças na capital federal até o dia da votação em plenário.

