Governo da cidade autônoma espanhola solicita intervenção federal imediata e mobilização de tropas diante de invasão de cercas na fronteira com o Marrocos.
A cidade autônoma de Ceuta, enclave espanhol situado no norte da África, vive momentos de extrema tensão nesta quinta-feira (30). Diante da chegada e da travessia em massa de milhares de migrantes marroquinos, o governo local solicitou de forma “urgente e inadiável” que o governo central da Espanha determine o fechamento da fronteira com o Marrocos e envie o Exército para conter a situação.
De acordo com informações da agência de notícias EFE, milhares de jovens marroquinos se deslocaram em direção à zona fronteiriça entre Castillejos e Ceuta na tentativa de transpor a cerca que separa os dois territórios. Centenas de imigrantes conseguiram pular as barreiras de proteção em pontos que, no momento da investida, encontravam-se desguarnecidos pela polícia.
Resposta política e exigência de segurança
A medida drástica foi formalmente acordada durante uma Reunião de Porta-Vozes da Assembleia da Cidade Autônoma. O encontro reuniu líderes partidários locais que, em caráter de emergência, exigiram ações enérgicas de Madri.
Além do fechamento imediato da fronteira, o bloco político cobra:
- O reforço imediato das forças de segurança do Estado na região;
- A mobilização do Exército espanhol para patrulhamento e contenção;
- Garantias rígidas de inviolabilidade territorial e de segurança pública para os cidadãos residentes em Ceuta.
A situação coloca as autoridades espanholas em alerta máximo, reacendendo o debate sobre a pressão migratória nas fronteiras terrestres da União Europeia no continente africano e a necessidade de cooperação internacional para gerenciar fluxos dessa magnitude.

