Reajuste estimado será de R$ 96, mas valor definitivo dependerá do resultado da inflação até novembro de 2026
O governo federal prevê que o salário mínimo brasileiro seja elevado para R$ 1.717 em 2027. Caso a estimativa seja confirmada, o piso nacional terá um aumento de R$ 96 em relação ao valor atual de R$ 1.621, representando uma correção de aproximadamente 5,92%.
A projeção consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), documento que estabelece as principais metas e prioridades do governo e orienta a elaboração do Orçamento da União para o próximo ano.
Apesar da previsão, o valor de R$ 1.717 ainda não é definitivo. O cálculo final dependerá da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada até novembro de 2026. O indicador é utilizado como referência para medir a inflação das famílias de menor renda e serve de base para a atualização do salário mínimo.
A proposta mantém a política de valorização do piso nacional, que garante a reposição da inflação e um ganho real, ou seja, acima da alta dos preços. Pelas regras atuais, esse crescimento adicional pode chegar a 2,5%, respeitando os limites estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal.
O reajuste do salário mínimo possui impacto direto sobre milhões de brasileiros, principalmente trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. O novo valor também servirá como referência para pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seguro-desemprego, abono salarial do PIS/Pasep e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Além de melhorar a renda dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o aumento também amplia as despesas do governo federal, especialmente com aposentadorias e benefícios vinculados ao salário mínimo. Por esse motivo, a definição do valor precisa considerar tanto a inflação quanto as condições fiscais e econômicas do país.
Com a projeção apresentada no PLDO, o salário mínimo deverá passar de R$ 1.621 para R$ 1.717 a partir de janeiro de 2027. Entretanto, o valor oficial somente será conhecido após a divulgação dos índices econômicos utilizados no cálculo e a aprovação das peças orçamentárias pelo Congresso Nacional.

