FONTE: JORNAL O ALTO ACRE
A decisão do deputado estadual Luiz Gonzaga (MDB) de desistir da disputa pela reeleição aumentou as tensões internas na legenda e provocou novas discussões sobre a organização das chapas proporcionais para as eleições de 2026. O pedido de renúncia teria sido protocolado na quarta-feira (12) junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC).
De acordo com informações de bastidores, pelo menos outros dois integrantes do partido estariam avaliando a possibilidade de abandonar a disputa. Até o momento, entretanto, não há informação sobre a formalização de novos pedidos perante a Justiça Eleitoral.
A insatisfação estaria relacionada à forma como o apoio político e a estrutura eleitoral vêm sendo distribuídos dentro da aliança. Alguns integrantes do MDB avaliam que o grupo da governadora Mailza Assis estaria direcionando maior atenção à candidatura de Ney Amorim à Câmara dos Deputados, enquanto os demais concorrentes não receberiam tratamento semelhante.
Essa percepção, segundo relatos internos, teria influenciado a decisão de Luiz Gonzaga e aumentado o desconforto entre outros nomes da legenda. O governo estadual e a coordenação da campanha, contudo, precisam ser procurados para se manifestar sobre os questionamentos.
Paralelamente às divergências políticas, alguns registros de candidatura apresentados pelo MDB enfrentam contestações na Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral teria solicitado a impugnação das candidaturas do presidente estadual do partido, Vagner Sales, e de Antônia Lúcia. Os pedidos ainda dependem de julgamento e, portanto, não representam decisão definitiva contra os candidatos.
Antes das recentes movimentações, o MDB havia registrado nove candidaturas para deputado federal, incluindo Ney Amorim, Pedro Longo, Minoru Kinpara, Antônia Lúcia e Vagner Sales. Todos os registros passam pela análise da Justiça Eleitoral antes de serem considerados definitivamente aptos. O Alto Acre
Com a saída de Luiz Gonzaga da disputa estadual e a possibilidade de outras desistências, o partido entra no período eleitoral diante do desafio de preservar a unidade interna e manter a competitividade de suas chapas. O prazo para registro das candidaturas termina em 15 de agosto, e a propaganda eleitoral está autorizada a partir do dia 16.

