Acreano Styvenson Valentim é reeleito senador pelo Rio Grande do Norte com mais de 1 milhão de votos

Nascido em Rio Branco, parlamentar conquistou 1.055.000 votos e garantiu mais oito anos no Senado Federal; Styvenson terminou a disputa na primeira colocação

Nascido em Rio Branco, no Acre, o senador Styvenson Valentim (Podemos) conseguiu uma expressiva vitória política longe de sua terra natal. Neste domingo (4), o parlamentar foi reeleito para representar o Rio Grande do Norte no Senado Federal e garantiu mais oito anos de mandato em Brasília.

Com 100% das urnas apuradas, Styvenson recebeu 1.055.000 votos, correspondentes a 29,25% dos votos válidos, terminando a eleição na primeira colocação entre os candidatos ao Senado no estado.

A votação superior a 1 milhão de votos consolida a trajetória política do acreano em território potiguar. Como nas eleições de 2026 estavam em disputa duas das três cadeiras de cada estado no Senado, os eleitores puderam votar em dois candidatos. Os dois mais votados foram eleitos para mandatos de oito anos.

A segunda vaga do Rio Grande do Norte ficou com Samanda de Lula (PT), que conquistou 635.924 votos, equivalentes a 17,63% dos votos válidos. A disputa pela segunda cadeira foi bastante apertada: a senadora Zenaide Maia (PSD), que tentava a reeleição, terminou em terceiro lugar, com 630.159 votos, ou 17,47%, ficando fora da próxima composição do Senado.

De Rio Branco para a política potiguar

Eann Styvenson Valentim Mendes nasceu em 7 de fevereiro de 1977, em Rio Branco, capital do Acre. Bacharel em Direito e policial militar, construiu sua carreira profissional e política no Rio Grande do Norte, onde ganhou projeção pública principalmente por sua atuação na fiscalização da Lei Seca.

A popularidade alcançada durante o período em que coordenava operações de trânsito acabou servindo como porta de entrada para a vida política. Em 2018, sem experiência anterior em cargos eletivos, Styvenson concorreu pela primeira vez ao Senado e saiu das urnas eleito para seu primeiro mandato, iniciado em fevereiro de 2019.

Quatro anos depois, em 2022, decidiu buscar um cargo no Executivo e concorreu ao Governo do Rio Grande do Norte, mas não conseguiu vencer a disputa. Permaneceu no Senado e, em 2026, decidiu buscar a renovação do mandato.

Ao longo de sua passagem pelo Congresso Nacional, Styvenson participou de diferentes comissões e teve atuação relacionada especialmente a temas como segurança pública. Também chegou a exercer a vice-presidência da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Durante a campanha de 2026, o senador também colocou entre suas prioridades temas relacionados à saúde e à fiscalização da aplicação dos recursos públicos. Segundo o próprio Podemos, uma das bandeiras defendidas pelo parlamentar é ampliar a transparência nas filas de cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS).

Liderança já aparecia antes das urnas

O desempenho alcançado neste domingo confirmou uma tendência que vinha sendo apresentada durante a reta final da campanha. Pesquisa Via Certa/Pitágoras divulgada no dia 30 de setembro, por exemplo, já mostrava Styvenson na liderança da disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte, aparecendo com 53,3% na soma das duas opções de voto no cenário estimulado.

Nas urnas, o resultado confirmou sua força eleitoral e garantiu não apenas a reeleição, mas a condição de candidato ao Senado mais votado no estado.

A vitória também chama atenção no Acre justamente pela origem do parlamentar. Embora toda a sua trajetória política tenha sido construída no Rio Grande do Norte, Styvenson mantém no registro oficial do Senado a naturalidade de Rio Branco (AC).

Com a reeleição, o acreano seguirá representando os potiguares por mais oito anos. Seu novo mandato terá início em 1º de fevereiro de 2027 e seguirá até 2035.

A eleição de Styvenson ocorre ainda em um momento de grande renovação do Senado Federal. Em 2026, estavam em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços de sua composição, com duas vagas sendo escolhidas em cada estado e no Distrito Federal.

Para o Acre, fica a curiosidade política: um filho de Rio Branco ultrapassou a marca de 1 milhão de votos a mais de 3 mil quilômetros de sua terra natal e continuará ocupando uma das cadeiras do Senado Federal — não como representante acreano, mas como senador escolhido pela população do Rio Grande do Norte.

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